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Línguas indígenas

Trecho da poesia
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Olavo Bilac
Antes da chegada dos portugueses, estima-se que cerca de 1.500 línguas diferentes eram faladas no território que veio a ser o Brasil. Essas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruaque. Há famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos. São elas: Karib, Pano, Maku, Yanomami, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru. Evidentemente, o fato de duas sociedades indígenas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente.[2]
Apesar de o Brasil ter sido descoberto oficialmente em 1500 pelos portugueses, sua colonização começou efetivamente em 1532, de forma gradativa. Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha, em 1494, que dividiu as terras recém descobertas). No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Foi comandada por Martim Afonso de Sousa e tinha como objetivos povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. Com isso a língua portuguesa passa a ser usada factualmente no território hoje conhecido como Brasil. Ao mesmo tempo, outras nações européias vêm para o Brasil, como a França e a Holanda (que chegou a instalar uma colônia na região que é hoje o Estado de Pernambuco).
No início da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos índios Tupinambá (tronco Tupi) era falada numa enorme extensão de território ao longo da costa atlântica. Hoje em dia especula-se erroneamente, que, no século XVI, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que de início eram uma minoria entre a população indígena. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de Brasílica, teria se intensificado e generalizado-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro e, com o decorrer do tempo, teria-se modificando e, a partir da segunda metade do século XVII, passado a chamar-se de língua geral.
A língua geral era em alguns casos específicos falada realmente por certas populações. Era a língua do contato entre índios de diferentes tribos, entre índios e portugueses e seus descendentes. A língua geral era assim uma língua franca entre contatos indígenas. Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que deixou algumas marcas no vocabulário popular falado atualmente no país. A língua geral possuía duas variantes:
  • O Nheengatu, (ie’engatú = "língua boa") é uma língua tupi-guarani falada no Brasil e países limítrofes. O Nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII, tendo como fundamentos o vocabulário e a pronúncia tupinambá e como referência a gramática da língua portuguesa, tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do português e do castelhano.

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